As quedas são muito frequentes? Quais são os perigos das quedas? Que consequências e o quanto é perigoso cair?
As quedas são a maior causa de morte por lesão não intencional e de diminuição dos anos de vida ajustados por qualidade (ou seja, anos de vida com saúde perfeita) na população acima de 65 anos. Uma em cada três pessoas nesta faixa etária cai uma vez por ano. Dos que caem, dois terços voltam a cair nos próximos 6 meses.
Para além disso, a utilização dos serviços de urgência relacionada com quedas e a sua hospitalização consequente, está a aumentar, bem como a proporção de população idosa, criando uma epidemia de quedas.
O risco de queda e a osteoporose andam de mão dada na predisposição para lesão, perda de independência, mobilidade diminuída, hospitalização e morte precoce. Trata-se de acontecimentos algo dependentes e lógicos mediante o estilo de vida e estado de saúde geral da pessoa idosa.
Avaliação do risco de cair
A análise de fatores de risco para isto acontecer é estritamente necessária e eficiente em obter alguma forma de prevenção sobre este fenómeno. Os fatores de riscos mais documentados são sobretudo a fraqueza muscular generalizada (possivelmente ligada a sedentarismo e perda de massa muscular fisiológica), histórico de quedas anteriores, marcha alterada, défices de equilíbrio, uso de apoios para marcha, comprometimento cognitivo e até estados depressivos.
A boa notícia é que existe um caráter alterável nestes fatores que poderão diminuir o risco de queda e as suas complicações, independentemente da idade em que se decidir começar a fazer essa alteração.
O que fazer?
A melhor evidência aponta que as melhores intervenções são as que se baseiam em treino de força, de equilíbrio, educação sobre o tema das quedas, análise de medicação, investigação de barreiras ambientais (por ex: tapetes em casa) e análise dos sistemas oculares e vestibulares. A suplementação em vitamina D e cálcio não previne as quedas, mas poderá ter um papel na diminuição de possíveis complicações pós-queda, como por exemplo, fraturas.
Importa que a intervenção escolhida seja o mais individualizada possível porque os desafios e contexto de uma pessoa, nunca vão ser iguais aos de outra pessoa, bem como as suas quedas e as razões que levaram a que acontecessem. Para tal, confie em nós para conduzir uma avaliação adequada e relevante que leve a resultados de acordo com os seus objetivos.
Para mais informações contacte-nos.
Artigo escrito pelo nosso Fisioterapeuta Gabriel Coutinho

